Dona Cabra e Sinhô Rabecão

Acrílica s/tela – 27x35cm / vendido

Esta tela foi feita a pedido de um grande amigo, o contrabaixista Alexandre Rosa, da Osesp. Foi a partir de um vídeo em que ele e a atriz Marilyn Nunes encenaram o auto popular “Dona Cabra e Sinhô Rabecão”. Foi um prazer representá-los.

‘Ói, ói o trem…’

Acrílica sobre tela – 20x30cm

A ideia de pintar esse quadro veio de minhas lembranças desse meio de transporte tão popular e que praticamente desapareceu no Brasil. Veio da lembrança da música de Raul Seixas, da qual emprestei uma frase para o título, que evoca bem o contexto das viagens de trem pelo interior, as estações, o fiscal de bilhete, o destino de pessoas, por aí afora.

Ser ou não ser naïf, eis a questão

A ideia de pintar essa tela nasceu da observação das conversas de artistas naifs em grupos de whatsapp e outras redes. Observei que havia discussões sobre o “ser naïf”, muitas vezes com uma certa mágoa por não ter o reconhecimento que merece, o que é verdadeiro. Então, para continuar com a questão na roda, me ocorreu pintar uma cena parodiando “Hamlet”, a famosa peça trágica de William Shakespeare, através da icônica imagem em que o príncipe da Dinamarca divaga sobre a morte, tendo em mãos uma caveira humana. Então pensei nos nossos sábios príncipes caipiras anônimos dialogando com a caveira de um bovino, peça post mortem muito comum na zona rural brasileira. É isso.

Molequice

O título desta obra diz tudo. Molequice é não ter responsabilidade, é desobedecer a mãe, é matar aula, é ter o mundo a seus pés. Quando menino em Embu das Artes fiz toda molequice a que tinha direito. Era uma delícia andar pela mata da Fonte dos Jesuítas, andar sobre os dutos de água, nadar nos riachos, comer frutas silvestres, enfim, viver. Agradeço a Deus por ter tido uma infância assim. Esta tela é uma homenagem a todos os moleques de minha infância.

Coliseu como nunca se viu

Acrílica sobre tela 0- 30x40cm

Esse quadro nasceu de uma simples observação do Coliseu de Roma. Ao ver novamente a imagem, dias desses, durante a pandemia do coronavírus, fiquei imaginando o quanto vazio ele está – agora dentro e fora. Então pensei: que tal se o Coliseu virasse um vaso imaginário de flores, com gente imaginária ocupando o espaço? Deu nisso, espero que gostem.

Cospe aqui quem for homem

Acrílica sobre tela – 24x30cm

Mais uma da série da infância. Quem não passou ou não presenciou as brigas do lado de fora da escola, mas que quase sempre começavam dentro, com o mote: “Vou te pegar lá fora!”. E não dava outra, nem que o desafiante fosse se arrependendo, havia a imensa torcida, ávida de sangue, que não o deixava esquecer, sob o pretexto de que se tornaria um covarde. Na rua, antes da tetra, havia sempre aquele líder que ajudava a esquentar ainda mais a rusga. Era sempre ele quem colocava a mão no meio, entre os rostos dos contendores, e dizia a frase: “Cospe aqui quem for homem”. Algumas vezes, um ou outro caia na pegadinha e, ao cuspir, acertava a cara o adversário. Aí, já sabe, né, o pau comia feio, enquanto a turba aplaudia.

Reforço na guerra contra o temível coronavírus

Acrílica sobre tela – 30x40cm (Vendido)

Quem nunca brincou de guerra de mamonas? E u brinquei muito. Um bando de moleques, às vezes meninas também, se municiavam de cachos de mamonas e realizavam uma verdadeira guerra entre si. Normalmente nos dividíamos em turmas como se fossem exércitos. Normalmente também ocorria de a gente brigar. Muitas vezes a gente também se machucava quando as “balas” atingiam, em especial, os olhos. Todos sabem que a mamona, cheia de pontas, se assemelha aos desenhos que representam os vírus. Foi pensando nisso que criei essa pintura sobre meninos em guerra com o temível coronavírus. Pra relaxar um pouco nesta situação de isolamento.